Um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) aponta que em 2015 a indústria criativa foi responsável por 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e gerou uma riqueza de R$ 155,6 bilhões. A expectativa é de que o setor continue crescendo no país.

O desenvolvimento do setor está atrelado às novas mídias, que facilitou o acesso à cultura. Nas últimas décadas a produção artísticas estava atrelada à grandes indústrias do setor – entre elas gravadoras, editoras e estúdios de audiovisual. Eram esses agentes que determinavam o que o grande público iria consumir.

A popularização da internet e de dispositivos como smartphones, além do surgimento e desenvolvimento das mídias sociais, permitiram que o mercado cultural se tornasse mais abrangente e abriu as portas para que as produções independentes pudessem chegar a um número maior de pessoas.

Apesar do cenário favorável, muitos artistas e produtores culturais ainda não perceberam a importância do marketing digital para alavancar seus projetos e carreiras. Esses players ainda estão presos aos modelos tradicionais de comunicação, porém, eles já não geram os mesmos resultados de outrora.

Nesse novo contexto, jornais, revistas, canais de TV, emissoras de rádio, entre outras formas de comunicação, perderam espaço frente às novidades tecnológicas e ao novo comportamento do público em geral. As pessoas deixaram de serem consumidores passivos para assumir um papel importante na geração de conteúdo.

Hoje não se pode apenas fornecer materiais e produtos artísticos. O público quer interagir: criar reviews, emitir opiniões, compartilhar arquivos… a comunicação se tornou uma via de mão dupla e esse processo ganhou força com os blogs e mídias sociais, que permitiram às pessoas criarem seus próprios canais e meios de comunicação.

É justamente esse novo cenário que ainda é ignorado pelos players do mercado cultural. A presença no mundo digital é algo complexo e exige boa dose de planejamento e trabalho para construir uma imagem consistente e que possa gerar resultados positivos para artistas e produtores.

Marketing digital para as artes

Durante muito tempo a presença digital consistia em ter um site. Esse tempo ficou para trás. Atualmente, é necessário contar também com blog, perfis em mídias sociais e participação nas diferentes plataformas de divulgação artísticas, como YouTube, Spotify, Deezer, dentre outras possibilidades.

E não basta criar contas, é preciso gerar conteúdo constante e manter uma política de relacionamento com seus seguidores. A mesma dedicação dada a um produto deve ser destinada ao marketing digital, que permite chegar a um público amplo com um investimento relativamente baixo – bem mais em conta que a mídia tradicional.

As mídias sociais estão abertas para apoiarem os mais diversos modelos de trabalho, além de contar com ferramentas de mensuração que ajudam a medir o impacto dos conteúdos gerados – sejam eles uma música, uma fotografia, um vídeo ou um artigo. Uma soma de informações essenciais para o desenvolvimento do trabalho e fortalecimento da presença digital.

Assim como se notabilizaram como uma classe vanguardista, os agentes culturais precisam voltar seus olhos para o universo digital e utiliza-lo a seu favor. As ferramentas estão disponíveis e acessíveis para qualquer. É só colocar a mão na massa!

[nome]
[nome]
[email]
[email]
[submit]
[submit]
[submit]
[submit]
[formId]
[formId]
[return]
[return]
[formName]
[formName]