Curso de Reembolso Médico: o que é, benefícios e como funciona

Curso de reembolso médico, vale a pena? Os médicos dedicam anos de sua vida ao estudo e capacitação. Por muito, esses profissionais, que possuem consultório próprio, passaram a depender das tabelas dos planos de saúde e dos convênios médicos.

Receber valores baixos por consultas, exames e demais procedimentos, além de perder pacientes, pela não cobertura do plano de saúde a determinado procedimento, são as maiores queixas dos profissionais.

Porém, em meio as desvantagens e dificuldades enfrentadas, os médicos descobriram uma solução incrível para os problemas: o reembolso médico. O método permite que os profissionais atendam qualquer paciente, de todos os planos de saúde, recebendo o valor justo por seus serviços, sem onerar o paciente.

 

Mas, como funciona o Reembolso Médico?

Com o reembolso médico o paciente paga pelo procedimento realizado (consulta, exame, cirurgia, entre outros), depois o médico prepara a documentação e envia para o plano de saúde. Após receber a documentação, o plano de saúde reembolsa o paciente no valor correto do médico e não sobre o preço de tabela.

 

Reembolso Médico: Aumente o Faturamento do Seu Consultório em mais de 30%

Com o reembolso médico o profissional recebe o valor justo pelo seu trabalho e não fica refém dos planos de saúde. Mas para implementar esse procedimento no consultório é preciso conhecer a técnica desenvolvida pelo Dr. Alexandre Amato, especialista no assunto.

O Curso de Reembolso Médico do Dr. Alexandre Amato é 100% EAD. Para um aprendizado rápido e fácil, todas as aula são em vídeo. A proposta visa ajudar médicos, dentistas e, profissionais da saúde em geral, que possuam consultório ou clínica.

 

Curso de Reembolso Médico: vale a pena fazer?

Os profissionais que estão abrindo um consultório e estão com dificuldades de conseguir contratos com os convênios médicos e, os médicos que tem alguns contratos, mas sentem que ganham bem menos do que deveriam, devem fazer o curso de reembolso médico.

O curso oferece uma excelente didática e um ótimo método de aprendizado. Além disso, com um investimento mínimo nos estudos de reembolso médico, o profissional conseguirá aumentar consideravelmente o valor do seu faturamento mensal.

 

Vantagens em adquirir o curso de reembolso médico

O curso de reembolso médico oferece diversas vantagens ao profissional, entre elas:

 

1- Aumento do faturamento do consultório ou clínica: com o curso de reembolso médico é possível aumentar o faturamento em até 30%.

2- Garantia de independência dos planos de saúde:  com o reembolso médico o profissional não fica mais refém das tabelas dos planos de saúde e pode cobrar o valor justo pela consulta, exame, cirurgia ou qualquer outro procedimento.

3- Retenção de pacientes: o reembolso médico garante que o paciente realize os procedimentos necessários com o profissional mesmo que o plano de saúde dele não tenha cobertura.

4- Sem custos adicionais para o paciente: Com o reembolso médico o paciente não terá nenhum gasto extra, pois será reembolsado pelo plano de saúde.

5- Capacitação do profissional para ter paciente particular: ao aprender a usar o reembolso e aplicar no dia a dia, o profissional será naturalmente capacitado para o paciente particular.

 

Uma das maiores vantagens que o curso oferece é a possibilidade de aprender  com quem tem anos de experiência. O autor do curso possui uma vasta experiência aplicando o reembolso médico. Com isso, desenvolveu uma metodologia que já ajudou dezenas de médicos de todo o país.

 

O que o curso de reembolso médico ensina?

O curso de reembolso médico oferece mais de 12 horas de conteúdo oficial. Bem estruturadas, elas  visam ajudar o profissional a aplicar o método em seu consultório, ensinando:

 

1- Ética nos processo: O que embasa a vida médica e não falta no curso é a aplicação ética e moral. Por isso, todos os processos ensinados estão pautados em valores éticos.

2- Reembolso de Consulta Médica

3- Reembolso de Exame ou Procedimento Ambulatorial

4- Diretrizes para a Equipe de Atendimento: Como a equipe de atendimento é essencial no reembolso médico, o curso ensina as diretrizes necessárias para treinamento dos colaboradores.

5- Gestão de Projetos: Com o curso  profissional aprende como aplicar noções de gestão de projetos no reembolso, em outros processos de gestão e na vida .

6- Auditoria e Reembolso

7- Gestão de Custos no Reembolso

8- Gestão dos Serviços de Saúde no Reembolso

9- Marketing no Reembolso: Não apenas gestão financeira, o curso ensina como aplicar o marketing no processo de reembolso.

10- Qualidade e Acreditação no Reembolso: Com o curso o profissional aprende como aplicar qualidade e acreditação no processo de reembolso.

11- Sistemas Integrados de Gestão Aplicados no Reembolso: O curso ensina como aplicar sistemas integrados de gestão no processo de reembolso.

12- Gestão do Espaço Físico em Clínicas: Aprender como aplicar gestão do espaço físico em clínicas no processo de reembolso é uma das vantagens que o curso oferece.

13- Introdução ao Reembolso Médico: 14- Reembolso de Cirurgia: Não apenas consultas e exames, o curso ensina como realizar o reembolso de cirurgia. Para isso, o profissional irá aprender como fazer a elaboração da prévia do reembolso.

14- Sistema de Saúde Atual: Fontes Pagadoras: Para os profissionais que têm dúvidas quanto às fontes pagadoras atuais, o curso ensina a mensurar e entender quem paga o salário do profissional.

15- Outros Tipos de Reembolso: Para quem tem dúvida quanto aos tipos de reembolso disponíveis, o curso busca esclarecer as principais questões em relação ao assunto.

16- Aspectos Jurídicos do Reembolso: Para que o profissional evite riscos desnecessários, o curso esclarece se é preciso a ajuda de um advogado e qual o respaldo jurídico que o médico precisa ter para aplicar o método de reembolso.

17- Contabilidade e o Reembolso: O curso mostra que a contabilidade não é só usada para pagar tributos. E ensina ao profissional como ela pode ser utilizada como uma ferramenta de gestão que pode ajudar a economizar.

18- Gestão de Pessoas no Reembolso

19- Logística Aplicada ao Reembolso

20- Planejamento e Gestão Estratégica no Reembolso

21- Responsabilidade Social

22- Negociação, Administração de Conflitos e Gestão da Mudança no Reembolso

 

Quem é o autor do curso de reembolso médico?

O Dr. Alexandre Amato tem um currículo bem vasto. Veja suas especializações:

  • Médico, Cirurgião Vascular e Endovascular.
  • Doutor em Ciências pela USP. MBA em Gestão em Saúde pela FGV.
  • Professor de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da UNISA.
  • Especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
  • Especialista em Cirurgia Vascular, Endovascular e Angiorradiologia pela AMB e SBACV.
  • Especialista em Ecografia Vascular pelo CBR.

 

Agora que você já sabe o que é, conhece os benefícios e como funciona o curso, já pode buscar fazer e aplicar o reembolso médico em seu consultório!

 

3 sinais de que você está desenvolvendo um produto que as pessoas não vão entender (e que também não vão comprar)

É mais comum do que parece ser. Você cria uma logo bonita, dá um bom nome, cria um conceito de marca inovador e tira o seu grande projeto do papel! O próximo passo? Vender, lucrar, faturar e aumentar a empresa à partir dele! Logo, com o produto em mãos você vai bater na porta dos seus potenciais compradores, as pessoas que você desenhou na parede, colou posts its, deu nomes e bradou em alto bom som: “este é o meu público alvo, eles vão amar meu produto, vou vender muito!”.

O cenário ideal

Você começa divulgando para seus familiares e amigos que parecem se encaixar neste “público-alvo”. Eles retorcem a cara quando você apresenta, parabenizem pela iniciativa mas não tiram um tostão do bolso pelo produto. Você, ainda animado pela sua grande “obra de arte”, insiste e liga para outros conhecidos. Até que depois de tanto insistir e de ligar para aqueles tipos de parentes que você só vê no Natal, finalmente alguém compra!

Agora sim, depois dessa compra sua motivação salta do nível 100 ao nível 99999 e você se julga capaz de começar a vender para os desconhecidos. Logo você prepara o seu time de vendas, monta um plano incrível e , semanas depois de que a equipe está executando milimetricamente o plano. Você olha a planilha com os resultados das vendas e toma um susto. O plano está bem longe de atingir a meta de vendas planejada.

Preocupado, você reune toda a equipe na sala de reunião e começa bravo o seu discurso sobre como eles não estão se empenhando, como devem agir como águias, leões e qualquer outro tipo de animal que não mede esforços para conquistar sua presa. É neste momento que, um dos vendedores, (leia-se um corajoso) interrompe sua fala com uma uma frase dura: “as pessoas simplesmente não entendem o nosso produto”.

A verdade que você pode ouvir antes ou depois de quebrar

Montar um time de vendas, investir em propaganda e nas fórmulas mais inovadores de marketing não é suficiente quando o seu negócio não tem uma proposta clara de valor, que atenda de fato as necessidades de um mercado. Não ter esta proposta clara vai afastar os seus potenciais compradores e leva o seu negócio cada vez mais perto da falência completa.

Se o próprio publico que você achou que iria comprar , não entende afinal o que o seu produto faz, quem é que vai comprar então?

Os 3 sinais de que você está desenvolvendo um produto que as pessoas não vão entender (e que também não vão comprar)

Vamos analisar agora alguns sinais rápidos que definem que o seu produto pode até atrair a atenção de algumas pessoas, mas que essa atenção não é suficiente para criar um negócio sustentavam através da comercialização do mesmo .

#1 – Suas taxas de conversão são muito baixas

Tanto no mundo de produto digitais quanto no mundo dos produtos físicos, é possível mensurar sua taxa de conversão a partir de uma matemática simples: A quantidade de pessoas que é exposta ao seu produto Dividida pela quantidade de pessoas que de fato compram o seu produto.

Seguindo esta lógica você consegue criar projeções mais reais sobre o quanto você precisa investir e o quanto você precisa vender para atingir um ponto de equilíbrio e posteriormente gerar lucro. Se muitas pessoas visitam a sua loja, olham o seu produto e não compram, este é um sinal de que duas coisas podem estar erradas:

  1. O seu produto não vai ao encontro, de maneira clara, com uma dor ou desejo deste público
  2. O público que visita a sua loja não é o seu público comprador alvo.

 

#2 – Você não consegue explicar o seu produto/serviço em uma frase

Acredite, todo o produto que faz sucesso e gera lucro real para uma empresa é extremamente simples de ser explicado. Tão simples que pode ser resumido em uma frase, ou no máximo duas. Se você passar disso tenha certeza que o seu produto não será compreendido e da maneira correta.

Vivemos em um mundo onde tudo e todos estão brigando pela atenção das pessoas. Se o seu produto não for simples de ser explicado, você terá que competir com a atenção de mil outras coisas que passam na frente do seu público para que ele lembre de você. É neste ponto de que temos a ilusão de que nosso produto é “genial” e “especial”. As pessoas são assediadas por vendedores todos os dias, o tempo todo, é importante ter uma mensagem clara de qual benefício você oferece para marcar de vez a mente do consumidor a mensagem sobre o que você é qual problema dele você pode resolver.

#3 – Você não resolve uma dor suficientemente grande para chamar a atenção deles

Para quem vem das áreas de administração de negócios esse é um elemento fundamental mas para quem empreende vindo de outras áreas pode não parecer tão simples assim. Uma dor grande, que chame a atenção significa diretamente um mercado grande, que possui diversos tipos de atores, onde o dinheiro já circula na mão de pessoas que tem um problema para a mão de pessoas que tem uma solução. 

Não vamos pensar neste momento na concorrência, mas sim na viabilidade de existirem pessoas lá fora com dinheiro na carteira, prontas para comprar o seu produto. Quanto menor é a pesquisa der mercado, mais chances você tem de desenvolver um produto/serviço em um mercado pouco, ou nada desenvolvido, onde as pessoas ainda não estão preparadas para comprar de você. Se elas ainda não estão preparadas você tem duas opções: mudar seu produto para que ele definitivamente resolva uma dor maior dentro de um mercado ou aguardar para que esta dor fique tão grande no futuro ao ponto de que o seu produto venha a resolve-la.

O último cenário pode parecer vantajoso “vou esperar e sair na frente daqui 1 ano ou 2, ser o número 1 e conquistar todo o mercado”, mas, como de costume, seus custos fixos podem sufocar você antes mesmo deste 1 ano chegar.

Se você não resolve uma dor grande, independente da atenção que você tiver, as pessoas não irão comprar de você. E muitos negócios falham nesta etapa, pois criam produtos ou serviços bonitos e úteis para seus fundadores mas que não resolve um problema real no dia a dia das pessoas.

“Acertar a mão” é mais simples do que parece pois quando você acerta na resolução da dor, os clientes imploram para comprar de você. E não só comprar como voltam a comprar e divulgam sua marca para os amigos que possuem problemas em comum, que podem ser resolvidos com o seu produto .

Estratégia de crescimento empresarial: 4 Ideias práticas para aplicar em 2019

Afinal, o que é significa de fato o crescimento de uma empresa e como fazer uma empresa crescer com qualidade? Neste artigo vamos direto ao assunto e vou te mostrar ideias para crescer uma empresa e exemplos práticos que você pode aplicar. Vamos lá?

Estratégia de crescimento empresarial 

Antes de pensar como crescer é preciso entender dois fatores simples:

  1. Em que estado a sua empresa está hoje?
  2. Para onde ela deve crescer ?

Costumo dizer nas minhas consultorias que se você tem um produto ou serviço que não tem “fit com o mercado”, investir sua energia em crescimento é a pior opção que você pode tomar.  Mas Daniel, o que é “Fit com o mercado” ?  Este fit basicamente significa o “encaixe”, ou seja, se os seus produtos e/ou serviços se encaixam com a necessidade e as dores de um mercado específico.

Pense comigo, se você tem um produto que não consegue vender, que precisa empurrar para as pessoas e os únicos que compram são seus familiares e amigos, sinto lhe dizer mas você não tem fit nenhum com o mercado e, provavelmente, não tem um negócio.

Se você tem um produto/serviço ruim e investe sua energia em crescimento com canais de marketing por exemplo, existe uma grande chance de levar milhares de pessoas para visualizarem sem produto mas não realizar uma sequer venda. Traduzindo: todo o dinheiro investido será desperdiçado, queimando todo o seu caixa e provavelmente as suas esperanças de crescimento da empresa.

Se você está em um momento onde o seu produto e/ou serviço ainda não vou valido, eu sugiro você clicar aqui, ler este artigo sobre validação de negócios e esquecer completamente a ideia de fazer sua empresa crescer.

Se você já passou desta etapa, ótimo! Podemos continuar neste artigo para trabalhar juntos um exercício criado pelo teórico da administração Igor Ansoff. Segundo Ansoff, existem 4 tipos de estratégias de crescimento das empresas, que são:

#1- Estratégia de penetração de mercado.

Significa vender mais dos produtos que já tem no mercado em que atua, ou seja, aumentar sua participação dentro do mercado expandindo ou otimizado o processo de vendas atual.

#2 – Estratégia de desenvolvimento de produtos.

À partir da marca e dos processos de vendas já estabelecidos, nesta estratégia de crescimento a empresa pode focar na criação de novos produtos para atender novas necessidades do mercado que já está inserida.

#3-  Estratégia de desenvolvimento do mercado

Esta estratégia está relacionada à expansão para um outro mercado, no quesito territorial e/ou demográfico Uma empresa de Sucrilhos para crianças por exemplo pode, com o mesmo produto, começar a vender para o mercado adulto.

#4 – Estratégia de diversificação

E por último,  a empresa pode aproveitar da expertise e da marca estabelecida para explorar novos mercados. Um ótimo exemplo é a P&G, que possui centenas de marcas diferentes dentro do seu portifólio, indo de fraudas para crianças até aparelhos de barbear. Outro grande exemplo que segue este tipo de estratégia de crescimento é a gigante do e-commerce americano, Amazon.com. Além da loja virtual, ela também tem produtos no mercado de servidores, como a Amazon WS, e-readers. como o Kindle e a até uma rede de mercados físicos adquirida em 2017, a Whole Foods.

Matriz de Ansoff para estrategias de crescimento empresarial

Matriz de Ansoff para estrategias de crescimento empresarial

10 passos para fazer uma empresa crescer

Para resumir o que eu trouxe até aqui, resolvi condensar as ideias para crescer uma empresa em 5 passos práticos que você pode aplicar na sua empresa à qualquer momento. Vamos lá:

  1. Defina em que momento a sua empresa está
  2. Tenha certeza que o seu produto e/ou serviço está validado dentro do mercado e oferece uma solução que de fato resolve uma grande dor no mercado em que está inserido.
  3. Faça benchmarking e entenda quais são seus pontos de distribuição, canais de vendas e taxa de crescimento
  4. Defina muito bem os seus custos operacionais e a capacidade produtiva da sua empresa para entregar seus produtos/serviço
  5. Com base no crescimento do mercado, na capacidade produtiva da equipe e na sua média mensal de faturamento, defina uma meta de vendas para os próximos 12 meses.
  6. Divida a meta de vendas de maneira progressiva para que seja avaliada à cada 3 meses (trimestre)
  7. Desdobre as metas trimestrais em metas mensais, semanais e diárias.
  8. Defina junto com o time qual caminho seguir para atingir estas metas junto à Matriz de Ansoff
  9. À partir da estratégia definida junto a matriz de Ansoff, dê prazos para que as atividades relacionadas à tomada de decisão da matriz sejam executadas, tudo conforme as metas diárias, semanais, mensais e trimestrais.
  10. Reuna toda a equipe no fim do mês para avaliar os resultados realizados e verificar se a execução do plano de crescimento está saindo como planejado

 

O que é Liquidez? Entenda o conceito e os tipos de liquidez

O conceito de liquidez mais simples do que parece, então vamos lá! Sabe quando você vai ao shopping e as lojas estão liquidação? Isso significa que elas estão liquidando o estoque para gerar mais caixa, ou seja, elas possuem um bem, que, quando liquidado, se transforma em dinheiro rapidamente!

Para resumir, liquidez é a capacidade que os nossos bens (ou também chamados de ativos) tem de se transformar em dinheiro rapidamente, seja por venda ou por troca.

E por que eu preciso entender o que é liquidez?

Ao fazer seu planejar seus investimentos pessoais ou até mesmo investimentos dentro de uma empresa, é importante entender a taxa de rentabilidade deste investimento pois, dependendo da liquidez, você pode reaver o valor investido rapidamente ou somente após longos meses de espera.

Para minimizar o risco de precisar de dinheiro vivo e todos os seus investimentos estarem em uma aplicação com liquidez baixa, onde os saques vão demorar para acontecer, é necessário desde o início entender o conceito de liquidez e aplica-lo diariamente em seus investimentos.

Como calcular a liquidez de um investimento?

A liquidez sempre tem dois caminhos: o primeiro é a possibilidade de saque rápido, a qualquer momento, sem riscos de perder uma grande fatia do investimento. Um grande exemplo de liquidez alta é o dinheiro aplicado na poupança, que pode ser sacada diariamente, sem por riscos ao seu capital pois a operação do saque não tem custo algum.

O segundo caminho é ter um saque demorado, ou um saque a curto prazo que tem grandes chances de ferir o valor original investido. Um exemplo clássico desta situação está no mercado de imóveis. Investir em um apartamento com um montante de R$200 mil não significa que logo após você ter as chaves do imóvel você poderá vende-lo facilmente pelos mesmos R$200 mil, e é aí onde muitos investidores inexperientes tomam péssimas decisões.

Se por exemplo, você adquiriu um imóvel por R$200mil no ano 1 e no ano 2 precisar deste dinheiro para pagar divididas e vender o mesmo por R$210mil, dependendo da inflação, que gira em torno de 10% ao ano no Brasil, aqueles R$200mill deveriam crescer junto à inflação e o mínimo que você poderia cobrar pelo imóvel, para, obter de volta o mesmo investimento, seria o valor de R$220 mil.

Neste cenário, se você investiu R$200 mil e vendeu por R$210 mil pois estava em apuros, se tivesse deixado o dinheiro na poupança, rendendo 0,5% ao mês, teria no final de 2 anos o montante de R$XXXXXX. Ou seja, por ter baixa liquidez, o imóvel é um investimento que faz mais sentido para o lucro no longo prazo, onde se você não precisar vender o imóvel em um período entre 10 à 15 anos, poderá duplicar e as vezes até triplicar o retorno do valor investido.

Liquidez, rentabilidade ou segurança?

Quando pensamos em liquidez, outro conceito importante é tomar decisões unindo também o conceito da rentabilidade. Para fins de separação, vamos definir novamente os dois conceitos:

Liquidez: capacidade do ativo investido de se transformar em dinheiro,

Rentabilidade: percentual de remuneração do ativo investido.

Segurança: capacidade do ativo manter sua rentabilidade por anos seguidos de maneira estável e previsível.

Os investidores de sucesso são aqueles que conseguem lidar com estes 3 conceitos muito bem e sabem analisar a opção certa para  investir com cada um dos conceitos e até mesmo encontrando oportunidades que são, ao mesmo tempo, seguras, rentáveis e tem alta liquidez.

Para investir o caixa da sua empresa para que ela cresça, o pensamento não é nada diferente disso. Se você consegue reinvestir na sua equipe, em um processo ou em uma tecnologia que possa se transformar em dinheiro de maneira rápida e segura, o seu negócio cresce de maneira saudável. Mas se você investe o seu lucro em ativos que não geram mais dinheiro ou que colocam sua operação em risco, a chance do seu negócio começar a ficar sem caixa e fracassar é muito alta.São exemplos de investimentos certos e com alta liquidez dentro da sua empresa:

  • Investimento em melhoria de processos de vendas
  • Investimento em tecnologia para corte de custos operacionais
  • Investimento em expansão de equipe de vendas

São exemplos de investimentos ruins e com baixa liquidez dentro da sua empresa:

  • Investimentos em móveis (mesas, cadeiras, computadores e etc)
  • Investimento em pessoas que não geram mais caixa para sua empresa ou que não trabalha para otimizar seus ganhos e custos operacionais. Por exemplo, se você tem uma empresa pequena e investe em uma faxineira fixa, ou motorista ou um cozinheiro para fazer as refeições do time.

Espero que tenham gostado deste artigo sobre os conceitos de liquidez. Este é um conceito importante não apenas para investir dentro do âmbito das finanças pessoas mas também no âmbito das finanças empresariais. Tomar decisões com base na liquidez eleva seu potencial de ter um negócio com finanças saudáveis e com o crescimento constante dos lucros

 

 

Missão, visão e valores: Guia Definitivo para criar os da sua empresa

Você está com dificuldades para encontrar e definiu a verdadeira missão, visão e valores da sua empresa? Neste artigo eu vou te dar dicas práticas de como definir de uma vez por todos estes três grandes tópicos que guio então energia para qualquer time evoluir e trabalhar dia dia rumo ao sucesso.

Eu sempre sugiro começar definindo os valores, eles são o alicerce da sua empresa e de todos as pessoas que vão trabalhar dentro dela. Para que de fato ele os valores de uma empresa gera em comprometimento e alinhamento com todo time, importante que ele sigam princípios básicos universos, São aqueles princípios básicos que todo mundo sabe que gerar positividade e construtividade para nós mesmos e para todos ao seu redor. Como por exemplo:

  • Amor
  • Coragem
  • Disciplina
  • Comprometimento
  • Compromisso
  • União

MISSÃO 

Já a missão, está relacionado dia-a-dia. O que o seus funcionários precisam seguir todos os dias para alcançar o bem com? Independente dos aumentos ou tirar do dia dia as pessoas precisam saber pra onde estão indo e com qual mindset elas estão seguindo.

Então um ótimo exemplo de missão por ser “ser uma empresa que vai atender todos os clientes com excelência”. Então a missão não tem muito haver com o que a pessoa está fazendo, mas tem haver com o por que ela está fazendo. A missão de atender todos os clientes com excelência, na medida que é passada dentro da cultura da empresa de maneira natural, envolve todo e Tim para que, todas as suas ações diárias apontem para esta geração, de atender o cliente da melhor maneira.

Na hora de escrever sua missão se pergunte, porque as pessoas vão trabalhar nesta causa? Quando elas tiverem desanimadas e desmotivados, elas vão pensar em que? O que vai puxar elas pra cima? Se a sua missão responder de maneira clara todas as perguntas, a sua missão está correta.

VISÃO 

Agora é a hora de montar a visão da empresa. Ela vai traduzir aonde a liderança da empresa mesmo que ela pode chegar no seu nível de expansão máxima. Por exemplo, quando Jorge Paulo Lemmab, Beto sucupira e Carlos Brito compraram sua primeira cervejaria , que foi a Brahma, eles já tinham a visão de se transformem no maior grupo de empresas do setor de cervejas. Foi o que se consolidou quase 20 anos depois com a AMBEV, que adquiriu porcentagem de centenas de das maiores cervejarias do mundo, tornando maior grupo do setor.

Ao montar a sua visão da empresa, importante mirar longe e se perguntar, como serei a maior empresa do ramo X ou Y. Uma visão bem clara dar onde quer chegar não vai ajudar somente a sua equipe a entender pra onde está indo, mas você também como líderes gestor vai passar perceber que a sua visão clara te ajudar a tomar decisões estratégicas muito importante para consolidação e crescimento da empresa no mercado.

É muito difícil montar uma visão agressivo ambiciosa no início de uma empresa, mas ela é necessário. Não deixe de criar uma grande visão por conta disso. É neste momento que muitos empresários são chamados de loucos e lunáticos mas a visão é um grande motor para fazer sua empresa , junto com a sua equipe, crescer cada vez mais.

Outro exercício importante na hora de montar a visão da sua empresa, e definir uma data um de quando você vai alcançar esta grande visão. E a partir desta data que você vai começar a montar o seu plano de negócios e o seu plano de contas, dessa maneira você vai conseguir ter um termômetro do crescimento da sua empresa, poderá saber mês a mês trimestre trimestre, ano a ano se está indo na direção da sua visão da maneira correta e se velocidade também é suficiente para que você alcance sua visão nesta data.

Tudo bem Daniel, mas e se eu alcançar  essa visão ? Qual é o meu próximo passo ? O próximo passo é entender o contexto em que a sua empresa está, contexto em que ela alcançou sua visão e partir para criação de uma nova visão mais agressiva e mais expansiva.

Missão, visão e valores podem mudar e ser adaptáveis, desde que elas que essas mudanças sejam feitas com consciência e objetividade. Nunca mude uma visão missão e valores por simples conveniência, para facilitar o caminho pra chegar lá, este é pior tipo de auto sabotagem que você pode fazer pra você mesmo e para sua equipe.

Exemplos de missão visão e valores

Separei aqui também alguns exemplos práticos de missão visão e valores reais que vão te ajudar neste exercício. Vamos lá:

Missão visão e valeiros da Natura

VALORES:

A vida é um encadeamento de relações. Nada no universo existe por si só. Tudo é interdependente. Acreditamos que a percepção da importância das relações é o fundamento da grande revolução humana na valorização da paz, da solidariedade e da vida em todas as suas manifestações.

A busca permanente do aperfeiçoamento é o que promove o desenvolvimento dos indivíduos, das organizações e da sociedade.

O compromisso com a verdade é o caminho para a qualidade das relações. Quanto maior a diversidade das partes, maior a riqueza e a vitalidade do todo.

A busca da beleza, legítimo anseio de todo ser humano, deve estar liberta de preconceitos e manipulações. A empresa, organismo vivo, é um dinâmico conjunto de relações. Seu valor e longevidade estão ligados à sua capacidade de contribuir para a evolução da sociedade e seu desenvolvimento sustentável.

MISSÃO:

Nossa razão de ser é criar e comercializar produtos e serviços que promovam o Bem-Estar/Estar Bem.

Bem-Estar é a relação harmoniosa, agradável, do indivíduo consigo mesmo, com seu corpo.

Estar Bem é a relação empática, bem-sucedida, prazerosa, do indivíduo com o outro, com a natureza da qual faz parte e com o todo.

VISÃO:

A Natura, por seu comportamento empresarial, pela qualidade das relações que estabelece e por seus produtos e serviços, será uma marca de expressão mundial, identificada com a comunidade das pessoas que se comprometem com a construção de um mundo melhor através da melhor relação consigo mesmas, com o outro, com a natureza da qual fazem parte e com o todo.

 

Missão, Visão e Valeiros da Apple

Missão

A Apple está comprometida a levar a melhor experiência de computação pessoal a estudantes, educadores, profissionais criativos e consumidores do mundo todo através de seu hardware, software e serviços de internet inovadores.

Visão

Produzir produtos de alta qualidade, baixo custoe fácil uso que incorporam alta tecnologia para o indivíduo, provando que alta tecnologia não precisa ser intimidadora para aqueles que não são experts em computação.

Valores

  • Inovação
  • Qualidade e Excelência
  • Simplicidade é melhor que complexidade
  • Aquisição vertical
  • Qualidade é melhor do que quantidade (num portfólio)
  • Colaboração e Polinização cruzada
  • Responsabilidade social e ambientalObs: A Apple não tem valores oficiais, os valores acima foram adaptados de declarações dadas pelo CEO Tim Cook e afirmações em sites da Apple que podem ser encontrados nos links abaixo.

http://investor.apple.com/faq.cfm?FaqSetID=6 
http://www.businessinsider.com/apples-new-mission-statement-2013-8 
http://features.blogs.fortune.cnn.com/2009/01/22/the-cook-doctrine-at-apple/ 

Missão, visão e valores da Microsoft

Missão
Permitir às pessoas e empresas, em todo o mundo, a concretização do seu potencial.

Visão
Disponibilizar às pessoas software de excelente qualidade – a qualquer momento, em qualquer local e em qualquer dispositivo

Valores
• Integridade e honestidade
• Empenho para com osclientes, parceiros e tecnologia
• Abertura e respeito para com os outros e empenho para contribuir para o seu desenvolvimento
• Capacidade para aceitar grandes desafios e conduzi-los até ao final
• Atitude crítica, dedicação para com a qualidade e melhoramento pessoal
• Assumir plena responsabilidade dos compromissos, resultados e da qualidade perante os clientes, acionistas, parceiros ecolaboradores

Fontes: http://www.microsoft.com/investor/reports/ar02/shareholder_letter/mission_por.htm

Espero que tenha te ajudado a montar a minha missão visão e valores da sua empresa. Se tiver qualquer dúvida sobre esse assunto deixar aqui na sessão dos comentários.

Como fazer um plano de negócio de sucesso

Você sabe o que é um plano de negócio e qual a importância para a sua empresa? Independentemente da sua área de atuação, de há quanto tempo você está no mercado e do tamanho da organização, esse documento pode facilitar (e muito!) o planejamento de como você pode conquistar todos os seus objetivos no mercado.

Primeiro, vamos entender melhor:

 

O que é um plano de negócio?

Esse documento funciona como um guia, ou seja, um mapa de como deve ser a atuação da empresa de acordo com todos os objetivos e metas estabelecidos. Apesar de muitas pessoas acreditarem que esse é um documento extenso, a verdade é que quanto mais simples e conciso for o plano de negócio, melhor.

Isso porque, assim como um tutorial, ele deve ser simples e de fácil entendimento, apresentando todas as informações principais sobre a sua empresa e os processos internos.

O plano de negócio é dinâmico e raramente é um documento impresso. O ideal é que ele seja armazenado como um documento seguro no seu computador e possa ser alterado a qualquer momento. Dessa forma, fica muito mais fácil atualizar as informações conforme o necessário.

 

Eu preciso de um plano de negócio?

Com certeza.

Conforme já foi mencionado, qualquer empreendedor precisa de um direcionamento que diz respeito à atuação do seu negócio. Não importa se você dirige uma empresa de grande, médio ou pequeno porte, se é um microempreendedor ou quer expandir o seu negócio, o planejamento é essencial para que você tenha mais chances de alcançar o sucesso.

Veja abaixo quais são os 6 grandes benefícios de escrever um plano de negócio eficiente:

  • A criação do conceito de um novo negócio;
  • A reunião de dados e informações relevantes para conseguir empréstimos, financiamentos e novos investidores;
  • A definição de metas, objetivos e planos de ação para que os mesmos possam ser alcançados;
  • O estabelecimento de acordos e decisões conjuntas entre os sócios e parceiros da empresa;
  • A consolidação de regras essenciais para a atuação e;
  • A estipulação de um valor para a empresa.

Esses são apenas alguns dos grandes objetivos que podem ser citados. É justamente por isso que qualquer empresa deveria contar com um plano de negócio consolidado antes mesmo de começar a atuar no mercado.

Agora que você já sabe o que é o documento e entendeu a importância da elaboração do mesmo, que tal aprender a escrever o seu próprio planejamento?

 

Confira abaixo as 3 regras de ouro para um plano de negócio eficiente:

 

1)   Seja claro e conciso

A elaboração de qualquer texto deve ser clara e concisa para garantir o pleno entendimento do leitor. O mesmo acontece com os planejamentos: se você acrescentar informações demais ou enrolar na escrita, o documento pode se tornar algo maçante.

Você provavelmente não leria um documento de 30 ou 40 páginas antes de começar a trabalhar em uma nova empresa, correto? Pensando nisso, o ideal é que o plano seja escrito em formato de tópicos e apresente somente as informações essenciais para que os colaboradores possam exercer suas funções dentro da empresa.

Lembre-se também de que esse documento sofre alterações constantes conforme a sua empresa cresça. A concisão também facilita que você encontre os pontos que devem ser atualizados.

 

2)   Entenda o seu público

Os planos de negócio são lidos por diversos públicos diferentes: investidores, acionistas, colaboradores, jornalistas, profissionais de relações públicas, contadores, enfim. São diversos os envolvidos no lançamento e manutenção de um novo negócio.

Por isso, é preciso que você entenda quem é a sua audiência e encontre o meio-termo ideal de linguagem que todos possam compreender. O plano de negócio não deve utilizar termos informais, mas ao mesmo tempo a linguagem técnica pode atrapalhar o entendimento de pessoas importantes para a organização.

 

3)   Não tenha medo de arriscar

Novos empreendedores raramente têm todo o conhecimento necessário para gerenciar um novo negócio, porém isso não precisa ser um problema. Por mais que você seja novo no mercado, não é imprescindível que você conheça todos os termos técnicos que estão envolvidos em um plano de negócios, desde que esteja disposto a aprender e, principalmente, arriscar.

Novos empreendimentos exigem decisões difíceis de serem tomadas, gerenciamento de crises e muito planejamento. É justamente por isso que a elaboração do plano de negócio é tão importante: com este documento, você consegue aceitar riscos com uma análise maior de todas as variáveis.

Então, ao começar a escrever o seu planejamento, não tenha medo de pensar fora da caixa. Mantenha em mente que o sucesso da sua organização depende muito de você e da sua criatividade!

Essas três regras são essenciais para quem quer e precisa começar a desenvolver o plano de negócio da empresa. Lembre-se de que, mesmo que a sua empresa já atue no mercado, esse documento pode revolucionar a forma como você conduz os seus processos e facilitar o caminho até o sucesso.

 

Como é possível escrever o plano de negócio do zero?

Um bom plano de negócio deve ser conciso, profissional, bem escrito e apresentar todas as informações importantes para a sua audiência. Para isso, ele pode ser criado com a ajuda de ferramentas como o Microsoft Power Point e, posteriormente, transformado em um documento PDF que pode ser impresso.

Ao longo desse artigo, construíremos juntos um plano de negócios fictício para que você consiga visualizar melhor como funciona essa redação.

Aqui estão listados todos os componentes essenciais para um plano de negócio de sucesso. Confira:

  • Sumário executivo;
  • Oportunidade;
  • Execução;
  • Quadro de colaboradores e organograma;
  • Planejamento financeiro e;
  • Apêndice.

Para ajudar você a construir a sua papelada, vamos analisar cada um desses itens para que você entenda os critérios que envolvem cada etapa.

 

Sumário executivo

O sumário executivo funciona como um resumo do que é a sua empresa. Ele funciona como o primeiro capítulo de um livro, no qual todo o cenário, personagens principais e coadjuvantes, descrições e outros elementos importantes são apresentados ao leitor.

Quando alguém lê o seu sumário executivo, essa pessoa deve entender exatamente o que é a sua empresa e o que você espera alcançar dentro do mercado corporativo. A ideia é que esse sumário forneça todas as informações importantes para pessoas que não necessariamente precisarão ler todo o documento, por isso ele deve ser suficiente por si só.

Além de ser a primeira parte do seu plano de negócio, o sumário executivo também pode ser incluído em apresentações corporativas e enviado em e-mails com o objetivo de fazer com que novas pessoas conheçam o empreendimento.

A dica de ouro para conseguir o sumário perfeito é começar a escrevê-lo somente depois que todo o resto do planejamento já esteja pronto. Assim, você terá uma ideia melhor de qual é o caminho que deseja trilhar, os instrumentos necessários para o sucesso da empresa e todas as informações relevantes para a sua atuação.

Para entender melhor como deve ser cada quesito do sumário executivo, vamos imaginar que você está começando um novo negócio no varejo. A sua empresa venderá cosméticos sem nenhum produto de origem animal e esse será o seu grande diferencial. Imagine que o nome da empresa é Vegan Cosméticos.

 

Existem 9 componentes imprescindíveis para o seu sumário. São eles:

1) Resumo em uma sentença

Aqui, o ideal é que logo no topo da sua página você consiga resumir a sua missão, visão e valores em uma única frase que instigue o leitor a acompanhar o plano até o fim.

Levando em consideração o exemplo que adotamos, esse resumo seria:

A Vegan Cosméticos é uma empresa de beleza e saúde que fabrica produtos sem nenhuma origem animal, prezando pela sustentabilidade e proteção à vida animal.

 

2) Problema

O problema é o que você deseja preencher no mercado de trabalho, ou seja, qual é o anseio dos seus clientes e/ou público alvo que precisa de uma solução que ainda não existe no setor de atuação.

Ainda utilizando o nosso caso, o problema seria justamente a utilização de produtos com origem animal em materiais que serão utilizados por mulheres. Os testes em animais são cada vez mais controversos, bem como a utilização de matéria prima viva. Nessa seção, você deve explicar por quê sua clientela anseia por uma alternativa aos cosméticos encontrados no mercado.

 

3) Solução

A solução é a resposta para o seu problema. O que a sua empresa pode oferecer para o mercado? Aqui é preciso descrever qual foi a ideia que você conseguiu elaborar para mitigar riscos e necessidades dos clientes.

A solução então seria o desenvolvimento de cosméticos com matéria prima vegetal, ou seja, plantas, ervas e outros componentes que trazem benefícios para o bem-estar e beleza das mulheres, mas que não prejudicam os animais.

Até o momento, nosso sumário executivo ficaria da seguinte forma:

4)   Público alvo

Para quem a sua empresa deseja trabalhar? Qual o perfil das pessoas que contratarão seus produtos ou serviços, qual a faixa etária, renda, localização e outros dados que constroem a sua persona, ou seja, o consumidor ideal? A definição da sua audiência é importante para que você consiga construir toda a sua estratégia de atuação e comunicação.

No caso que imaginamos, o seu público alvo provavelmente seriam mulheres que optaram por uma alimentação vegana. Esse público geralmente é mais jovem, universitário e tem uma faixa salarial acima da média. Porém, é preciso lembrar que a única forma de identificar o seu público alvo é por meio de uma pesquisa de mercado.

Quanto mais informações forem incluídas, melhor. Uma boa dica é separar as informações relevantes sobre a sua persona em gráficos, selecionando a opção Incluir -> Gráficos no PowerPoint. Essa seção, portanto, ficaria mais ou menos da seguinte forma:

Atenção: vale lembrar que todos os dados utilizados no exemplo são fictícios.

 

5) Competição

Um estudo de mercado é imprescindível para que você consiga entender quem são os seus competidores no mercado. É preciso saber quais são as maiores empresas com empreendimentos similares aos seus, qual é o diferencial de cada uma e como você pode se colocar um passo à frente dessas empresas.

O mercado de cosméticos veganos atualmente é composto principalmente por microempreendedores, ou seja, pessoas que produzem esses produtos de casa. A sua competição seria justamente essa: se eu tenho alguém que produz esses produtos no meu bairro e eu não preciso me deslocar para comprar, por quê eu deveria comprar da sua empresa?

É esse tipo de pensamento que deve estar explícito na parte de Competição. Assim como no caso do Público Alvo, uma boa ideia é investir na construção de gráficos que ofereçam uma visão sistemática das principais empresas do setor e sua presença no mercado.

6) Quadro de colaboradores:

Caso a sua empresa ainda esteja na fase de lançamento, não é necessário fornecer uma ideia cravada de como será o seu time, ainda mais porque esse item deve ser desenvolvido ao longo do plano de negócio. A ideia para o sumário executivo é que você tenha uma ideia de quantos colaboradores serão necessários e o perfil desses profissionais.

Para produzir os produtos, você provavelmente precisará de engenheiros, químicos, profissionais de saúde e beleza e diversas outras funções, desde a prática até o administrativo. O quadro de colaboradores deve ser uma ideia de quantos funcionários você precisa para não prejudicar a produção.

Ele pode, também, ser uma visão geral do organograma que você imagina para a empresa, como é o caso do exemplo abaixo:

7) Planejamento financeiro:

Assim como o quadro de colaboradores, esse item deve ser explicado melhor em outra seção do plano de negócio. Para o sumário executivo, o ideal é incluir um resumo do seu orçamento e principais gastos para facilitar o entendimento logo no começo do documento.

Este é um exemplo bastante simples de como pode ser o seu planejamento financeiro. O ideal é que essa seção englobe todos os valores segmentados para cada área, oferecendo a visão total de como você pretende gerenciar os recursos.

8) Financiamentos

Caso a sua empresa conte com financiamentos e empréstimos, também é necessário incluir essa informação no sumário executivo. Esse ponto é importante para futuros acionistas e investidores que queiram comprar a sua ideia.

9) Progresso e projeções

De forma resumida, você deve falar sobre o que a sua empresa já alcançou e quais são os próximos passos para o sucesso do negócio, ou seja, as suas projeções para os próximos anos. O interesse de consumidores é uma ótima forma de mostrar que o seu negócio tem potencial.

Os últimos três itens citados são difíceis de serem exemplificados porque são bastante particulares não apenas de cada empresa, mas também de cada empresário. O importante é que você tenha todo esse direcionamento em mente para que possa escrever sobre as partes mais administrativas do seu negócio.

Caso o público alvo do seu negócio seja puramente interno, ou seja, ele seja destinado somente aos colaboradores da sua empresa, o sumário executivo pode ser um item dispensável. Isso porque essas informações não são tão relevantes para o seu time como são para o próprio mercado.

Mas, caso o seu objetivo seja atrair novos investidores, esse “primeiro capítulo” é imprescindível para que os leitores tenham uma visão resumida e sistematizada da sua empresa.

Oportunidade

A oportunidade é a parte do plano de negócio onde você desenvolve a ideia que originou a empresa. É aqui que você começa a descrever melhor o seu problema, a solução originada, para quem você trabalha e qual é o lugar em que os seus produtos e serviços se encaixam no mercado.

Se o sumário executivo funciona como um resumo do seu plano, a oportunidade já deve ser mais desenvolvida para que os leitores entendam o histórico do seu negócio e o que fez com que você decidisse investir nesse mercado.

É importante que você descreva qual é o diferencial da sua empresa, ou seja, o que faz com que ela se destaque dos demais negócios já existentes. Além disso, a oportunidade deve também apresentar projeções de como você espera que a empresa cresça nos próximos anos.

Pense nessa seção do plano de negócio como uma forma de desenvolver melhor todas as informações apresentadas no sumário executivo; como se a primeira parte fosse o Twitter e essa um blog.

Lembre-se da nossa dica de escrever o primeiro capítulo depois que todo o plano já estivesse pronto: com a oportunidade, ficará muito mais fácil desenvolver o sumário.

 

Existem 6 pontos que devem ser tratados nesse capítulo. São eles:

Problema e solução

Toda empresa começa a partir de uma ideia. Você provavelmente identificou um problema no mercado e desenvolveu uma solução capaz de resolver esse problema.

É justamente esse histórico que você deve escrever na oportunidade.

O problema e solução deve responder à 5 perguntas básicas:

  • Qual é a dor dos seus clientes, ou seja, o problema?
  • Como eles resolvem esse problema hoje?
  • O que falta para que a solução do problema  seja completa?
  • Qual o custo relacionado à resolução desse problema e como você pode diminuí-lo?
  • O que faz com que a sua solução seja diferente das demais para que eles desejem fechar negócio com você?

A pesquisa de mercado é uma ótima forma de identificar os pontos cruciais para elaborar a sua oportunidade. Afinal, é só conversando com os seus consumidores que você consegue identificar os seus anseios e desejos no mercado.

Com a ajuda dessa pesquisa, será possível validar a existência de um problema e colher mais informações sobre o que falta para que a questão seja resolvida de forma completa. Além de aprimorar a sua solução, esse já é um passo para começar a sondar clientes para a sua empresa.

Uma boa dica para melhorar essa seção do plano de negócio é apresentar cases de sucesso. Eles podem ser uma simulação de como o seu produto funciona ou o resultado de testes já realizados para que a audiência tenha uma ideia de como o seu serviço é revolucionário.

Audiência

Agora que você já descreveu o seu problema e solução, chegou a hora de apresentar dados consolidados sobre a sua audiência. Quem é o seu público alvo? Onde eles estão localizados? Quais são os principais canais de comunicação para divulgação da sua empresa?

Vale ressaltar que alguns tipos de negócio possuem audiências grandes e diversificadas, como é o caso de grandes varejos. Porém, é importante de qualquer forma que você entenda o perfil de consumo das pessoas que fazem negócio com você para desenvolver estratégias de comunicação, marketing e vendas eficientes.

Como já foi mencionado, a pesquisa de mercado é uma das formas mais eficientes de conhecer a sua audiência. Por meio da pesquisa, é possível recolher dados socioeconômicos com clientes potenciais. Você consegue recolher informações como:

  • Faixa etária;
  • Renda mensal;
  • Localização;
  • Hobbies;
  • Desejos;
  • Hábitos de consumo;
  • Preferências no mercado e muito mais.

Além de ajudar você a definir a identidade da sua empresa de acordo com o que os clientes esperam do negócio, a pesquisa de mercado encontra a sua persona. A persona é a representação do seu consumidor perfeito, conceito que é muito importante no marketing para desenvolver campanhas.

O objetivo da audiência no plano de negócio é ajudar investidores, acionistas, colaboradores e qualquer pessoa que leia o documento a conhecer o público para quem você quer vender. Quanto mais detalhadas forem as informações, melhor.

Mensuração do mercado

O próximo item a ser considerado na oportunidade é a mensuração do mercado. Isso é muito importante principalmente para startups, já que funciona como uma forma de identificar o lugar em que a sua empresa está inserida.

Mensurar o mercado significa analisar o potencial de alcance dos clientes, a segmentação que você deseja atingir e a porção do mercado que você conseguirá alcançar de forma realista.

 

Para isso,  são consideradas 3 métricas:

TAM (Total Available Market)

Esse número representa a porção total do mercado que você poderia atingir. Voltando ao exemplo de uma empresa de cosméticos vegana. O mercado total disponível seriam todas as pessoas que usam cosméticos, ou seja, homens e mulheres que se interessam pelo mercado de beleza.

SAM (Segmented Adressable Market)

O mercado segmentado já é uma forma de descer uma etapa do funil de conversões dos consumidores potenciais em clientes. Essa métrica quantifica a segmentação do mercado, ou seja, as pessoas que têm mais chances de comprar os seus produtos. É o caso de deixar de considerar todas as pessoas que usam cosméticos e passar a pensar no público que procura produtos que não utilizam matéria prima animal.

SOM (Share of the market)

A sua parte do mercado representa a parte real de consumidores que você consegue atingir. Geralmente, ela é considerada a partir dos seus clientes primários (ou seja, pessoas que já demonstraram interesse nos seus produtos) e a rede de contatos desses consumidores. Isso porque a sua base de clientes funciona como uma fonte de porta-vozes que podem recomendar os seus produtos para os seus amigos.

Com a definição dessas três métricas, você consegue mensurar o mercado e apontar o lugar exato em que a sua empresa se encontra. Na mensuração, também é importante identificar e descrever as principais tendências do mercado para desenvolver o seu próprio modelo de atuação.

Consumidores-chave

O conceito de consumidores-chave representa o público para quem você deve e precisa vender. Essa seção é importante para empresas que precisam de um público muito específico e que não é muito presente no mercado. Então, se você trabalha com vendas, varejo e outros segmentos, não é necessário identificar esse ponto.

Um bom exemplo de tipo de negócio que precisa de consumidores-chave é uma empresa que venda uma solução específica para problemas de geração de fontes renováveis de energia. Como existe um número limitado de empresas que atuam nesse segmento, é necessário listar quais são essas organizações para que você consiga apresentar o seu produto.

Competidores

Além de mensurar o mercado e definir a sua audiência, você não pode deixar também de analisar os seus competidores. Afinal, o grande objetivo do mercado é incentivar a competição para que os consumidores tenham a oportunidade de decidir entre a melhor opção de acordo com as suas necessidades.

Considere os 3 pontos para entender os seus competidores:

  • Quais são as principais empresas que atuam no mesmo segmento?
  • Quais são as vantagens dos seus competidores?
  • Quais são as estratégias de comunicação e atração de clientes utilizadas por eles?

Principalmente quando você começa um novo negócio, descobrir a resposta para essas 3 perguntas é uma forma de desenvolver o seu próprio diferencial e conseguir atrair mais clientes para o seu negócio.

Uma boa dica para analisar a competição e comparar os seus serviços é por meio de um quadro comparativo. Liste todas as soluções disponibilizadas pelos seus principais competidores e quais são as diferenças entre o produto que você desenvolveu.

A ideia aqui é que o público lendo o seu plano de negócio tenha uma visão sistematizada de como é a competitividade no seu segmento e consiga entender porque os seus serviços devem ser valorizados.

Tenha em mente que todas as empresas têm competição e isso não é um fator que fará com que alguém deixe de investir na sua ideia. O que você precisa fazer é ser capaz de identificar essa competição e transformar a pesquisa de mercado em algo positivo para o seu próprio negócio.

Produtos e serviços futuros

Pode parecer precipitado começar a pensar em serviços futuros já no desenvolvimento do plano de negócio, mas a verdade é que as projeções são muito importantes neste tipo de documento. Especialmente se o público alvo definido por você forem acionistas e investidores, é essencial que eles saibam o que podem esperar do futuro da empresa.

O ideal aqui é que você visualize onde quer estar com a sua empresa em 5, 10 ou 15 anos. Lembre-se, porém, de que essa é uma seção criada para ilustrar as suas projeções e não deve ser o foco de todo o seu planejamento.

Recapitulando: a sua Oportunidade deve, portanto, oferecer informações detalhadas sobre o problema e solução, o seu público alvo e competidores, quais são os produtos que você pretende oferecer e quem é o público chave em quem você deve investir. Sendo assim, podemos tomar os exemplos abaixo como um bom capítulo:

Problema e solução

Público alvo

Competidores

 

Execução

A oportunidade que você acabou de descrever analisa o mercado, seu público alvo, a segmentação existente dentro do setor e cria uma projeção para o futuro. A execução mostra como você pretende colocar todo o seu plano de ação em prática e alcançar os resultados definidos pela sua empresa.

É justamente por isso que a execução vem depois da oportunidade em um plano de negócio: para desenvolver as melhores práticas, é essencial que você entenda o seu negócio, para quem você quer vender e quais são os resultados esperados.

São considerados 8 pontos na execução:

Marketing e posicionamento

O primeiro item a ser considerado é o posicionamento da sua empresa e como você pretende alcançar os seus consumidores. Todo negócio conta com a sua missão, visão e valores e essa posição é muito importante para o seu público alvo.

Antes de adquirir um produto e/ou serviço, os clientes precisam sentir que se identificar com a cultura da sua empresa. Por isso, definir o posicionamento é muito importante para o plano de negócio.

O mesmo acontece com o marketing de vendas. Esse quesito engloba as principais estratégias para se comunicar com o público alvo e vender a ideia dos seus produtos, culminando na aquisição dos mesmos.

As estratégias de marketing mudam ao longo do tempo, mas o plano de negócio exige que você tenha uma base de como pretende montar esse cronograma e conseguir atingir o mercado.

Precificação

Assim que você souber quais são os seus posicionamentos e como você deseja divulgar o negócio, é preciso pensar na formulação do preço dos seus produtos e serviços. Lembre-se de que o preço é um dos maiores fatores de influência na decisão de compra, por isso esse item deve ser muito bem pensado.

 

Considere 3 fatores para a precificação:

Custos de produção

O primeiro item que influencia na formulação dos preços é o custo da produção. Para que você tenha lucro sobre as vendas, é preciso que o valor final do produto cubra o que foi gasto para a sua produção.

Manutenção e assistência

O produto que você vende pode precisar de assistência técnica e outros serviços de manutenção. O preço final do item deve considerar os gastos com esses processos.

Expectativas do mercado e do cliente

Existe um preço médio para praticamente todos os produtos do mercado. É imprescindível que o valor final da sua produção atenda às expectativas não apenas do setor onde você se insere, mas também dos seus clientes.

Lembre-se também de que a precificação não precisa ser definitiva. Existem muitos fatores que influenciam na formulação do valor de um produto, como a economia do país, as taxas de juros e a própria inflação. Porém, o preço formulado deve sempre considerar os 3 pontos acima para evitar que você perca vendas futuras.

Identidade da marca

A identidade da marca está diretamente relacionada à forma como você pretende promover os seus produtos. Isso significa não apenas desenvolver as estratégias de marketing e comunicação, mas também construir uma identidade única que faça com que o seu negócio seja reconhecido com muito mais facilidade.

A identidade da marca é elaborada em 4 estágios essenciais:

Embalagem

A forma como os seus produtos são entregues para os consumidores é muito importante. Independentemente do tipo de produto que você vende, as caixas de distribuição fazem que o produto seja mais atrativo.

Propaganda

Todas as propagandas dos seus produtos devem seguir a mesma identidade visual. Isso faz com que o cliente crie gatilhos em sua mente que associam as cores, slogans e outros elementos à sua marca.

Relacionamento com o cliente

A forma como você se comunica com o mercado também é muito importante para a identidade da marca. O atendimento ao cliente é capaz de construir uma reputação positiva ou negativa para a empresa, por isso é preciso prestar atenção neste ponto.

Redes sociais

Não tem como negar que as redes sociais se tornaram parte importante de qualquer negócio. Por isso, elas também devem ser consideradas na construção da identidade da sua marca.

Alianças estratégicas

As empresas com quem você firma contratos, faz parcerias e aceita como fornecedoras também são muito importantes para a execução do seu plano de negócios. Por isso, você deve escolher estrategicamente quem serão suas alianças.

Além de ajudar a construir a reputação positiva da sua empresa, as alianças estratégicas ajudam você a acessar segmentos do mercado, conquistar novos clientes e até mesmo divulgar os seus produtos.

Se mesmo antes do lançamento da nova organização você já tiver essas parcerias firmadas, é importante que elas sejam detalhadas no documento. Caso ainda não tenha nenhuma aliança, a ideia é fazer uma projeção de empresas-chave para essa estratégia.

Operações

A parte de operações deve descrever exatamente como o seu negócio funciona, ou seja, a logística dos seus processos, tecnologia utilizada e os demais aspectos que permitem o fluxo contínuo das atividades.

Um dos aspectos importantes a serem considerados aqui é a oferta e demanda da sua matéria prima. Ou seja, você têm parceiros que podem te oferecer esses produtos sempre que precisar? Isso é imprescindível para que você possa atender à demandas dos consumidores sem interrupções.

A tecnologia utilizada pela sua empresa também deve ser descrita nas operações. Isso ajuda o seu leitor a entender como os seus processos serão automatizados, os custos de produção envolvidos e a sistematização das atividades.

A operação é, sem dúvidas, uma das partes mais importantes da execução do seu plano de negócios. Por isso, é preciso refletir sobre os principais pontos de logística do seu negócio para que eles possam ser descritos aqui.

Distribuição

Como os seus produtos chegarão até o cliente? A distribuição também é um tópico essencial para garantir a execução perfeita dos seus processos. O leitor do seu plano de negócio deve entender como serão distribuídos os seus produtos para que possam avaliar a probabilidade de sucesso da operação.

Dica: se você trabalha em uma empresa que oferece serviços (e não produtos), você pode pular essa parte do planejamento, já que a distribuição não cabe nesse caso.

 

Existem 2 tipos de modelo de distribuição com os quais você pode trabalhar:

Distribuição direta

Esse modelo é o preferido das empresas, já que é você quem lida diretamente com a entrega dos produtos para os clientes. Isso significa que você é responsável por todo o processo e não precisa se preocupar com o erro de empresas terceiras.

Outra vantagem da distribuição direta é a redução de custos, já que você não precisa arcar com valores externos.

Distribuição indireta

Já a distribuição indireta é caracterizada pela contratação de terceiros para distribuir os produtos ou até mesmo vender pelo marketplace. Nesse caso, outra empresa se torna responsável pela entrega dos produtos.

A vantagem desse modelo é a redução no número de processos sob sua responsabilidade, já que a distribuição é delegada.

Métricas e indicadores

Todo plano de ação precisa de uma forma de mensurar os seus resultados. O mesmo acontece com o plano de negócio da sua empresa. É justamente por isso que, ainda durante a execução, você deve estabelecer métricas e indicadores que ajudam a acompanhar a eficiência do negócio.

A definição dos melhores indicadores de resultados depende dos seus objetivos. Isso significa que você deve estabelecer metas antes de começar a considerar as formas de mensurar os resultados.

Uma boa dica para essa seção é também definir os próximos passos a serem dados após o lançamento da empresa. Os investidores e acionistas que lerem o seu plano de negócio precisarão ter a certeza de que você sabe qual é o caminho certo a ser seguido para alcançar as suas metas.

Lembre-se também de que os indicadores definidos devem ser acompanhados periodicamente. Não adianta definir as melhores métricas para acompanhar o sucesso da empresa se elas não serão atualizadas com frequência.

É possível coletar os indicadores semanalmente, mensalmente, trimestralmente ou em qualquer outro intervalo de tempo.

Análise de riscos

A última parte importante da execução do seu plano de negócios é a análise de riscos. Os riscos têm a ver também com as deduções que você faz em relação ao seu negócio.

Um exemplo disso pode ser analisado de acordo com a empresa que inventamos neste artigo. Se você começa a produzir cosméticos veganos, você assume que as pessoas que seguem essa dieta comprarão o seu produto, mas corre o risco de que elas se interessem mais por receitas caseiras.

Além de deixar a sua audiência na mesma página no que diz respeito aos riscos do negócio, essa lista pode ajudar você a já elaborar planos de ação para mitigar os riscos. Assim, fica muito mais fácil assegurar o futuro da empresa.

A execução será, com certeza, o capítulo mais extenso do seu plano de negócio. Ela é também uma das seções mais particulares, já que muito do que deve ser descrito está relacionado à sua visão da empresa e não de um padrão de mercado.

Tenha em mente que a execução pode ser alterada a qualquer momento ao longo da história da companhia. Afinal, conforme o negócio cresce e se consolida na área de atuação, torna-se necessário rever os processos para garantir a evolução contínua dos processos.

Quadro de colaboradores e organograma

Neste capítulo do plano de negócio, você deve falar sobre os colaboradores da sua empresa e quais são as funções-chave para o funcionamento do negócio. Isso é muito importante principalmente para os investidores, já que eles provavelmente querem saber quem está por trás da empresa e se podem contar com um time vencedor para alcançar os objetivos definidos.

Vale frisar que além do quadro de colaboradores e possível organograma, essa parte do plano pode (e deve!) também englobar pontos como a missão, visão e valores da empresa, a propriedade intelectual e outros pontos importantes que abordaremos ao longo do artigo.

Basicamente, essa seção serve para descrever uma visão geral de todas as atividades da empresa que são ligadas aos setores administrativo e de recursos humanos.

Um bom exemplo de organograma é o seguinte:

Caso a sua empresa ainda não tenha o quadro de funcionários definido, você pode fazer o seu organograma somente com os departamentos chave. Ou seja, quais são os setores imprescindíveis para o bom funcionamento da organização.

Planejamento financeiro

O planejamento financeiro é talvez uma das partes mais importantes do seu plano de negócio. Esta seção é responsável por mostrar todo o seu orçamento, o que você planeja fazer com o dinheiro e também uma projeção da situação financeira no próximo período.

Geralmente, o planejamento financeiro é o que mais interessa aos investidores e acionistas. Afinal, eles precisam saber o que acontecerá com o capital oferecido e quais são os riscos envolvidos para poderem mergulhar na empresa com você.

Veja abaixo quais são as 3 principais informações que você deve incluir no planejamento financeiro:

Orçamento total

O primeiro item deve ser o seu orçamento total e para onde é destinada cada porção do mesmo. Uma boa dica para essa parte do plano de negócio é contar com uma ferramenta como o Microsoft Excel.

 

Por meio do Excel, é possível montar gráficos e tabelas que dão uma visão sistêmica do seu planejamento. Veja os exemplos abaixo:

 

O exemplo acima mostra como é possível calcular o valor total do seu orçamento e dividí-lo entre os seus gastos. O recurso de AutoSoma permite que você calcule todos os valores para garantir a assertividade das informações.

Outra grande vantagem do Excel é que você pode transformar a planilha em um gráfico, deixando o plano de negócio muito mais profissional. Para isso, acesse a seção “Inserir” do Excel para transformar em gráficos.

Projeções

Já as projeções funcionam como uma forma de você identificar como serão os próximos meses de vendas da sua empresa. Para isso, você precisa de um departamento financeiro eficiente que consiga prever como serão os resultados finais de cada período, gerando um gráfico mais ou menos parecido com o seguinte:

Lucros e dividendos

Os lucros e dividendos representam a proporção entre o que você ganha e gasta em um determinado período de tempo. No caso de empresas que estão começando, esse cálculo pode ser uma projeção do que é esperado da organização nos primeiros meses.

O gráfico obtido nesse caso de projeção seria algo como o exemplo abaixo:

Uma boa ideia para um planejamento financeiro eficiente é detalhar as informações que exemplificados acima. Isso significa descrever quais são os custos com operações, pagamentos de financiamentos, compra de produtos e matéria prima, recursos humanos e todos os demais gastos.

Dessa forma, fica mais fácil analisar a relação entre quanto você lucra no período e quais são os principais gastos. No futuro, essas informações ajudam a identificar oportunidades de corte de gastos e otimização do orçamento.

Apêndice

Finalmente, o apêndice é o último capítulo do seu plano de negócio. Aqui, você deve incluir todas as outras informações que não se encaixavam nas outras seções e que são importantes de serem mencionadas.

São exemplos:

  • Contratos;
  • Comprovantes;
  • Gráficos e tabelas relevantes;
  • Logotipos;
  • Sistemas de tecnologia da informação e etc.

Em suma, são todas as informações adicionais que complementam o seu plano de negócio e ajudam a sua audiência a entender o que é a sua organização.

Agora, você já conhece todos os capítulos de um plano de negócio eficiente. Lembre-se de que as informações que fazem parte do seu planejamento são particulares da sua empresa. Por isso, é imprescindível que você mergulhe no universo da sua organização para entender todos os dados relevantes que tornam a sua companhia única e essencial para o mercado.

Caso você ainda tenha alguma dúvida, deixe o seu comentário abaixo para que possamos ajudá-lo da melhor maneira. Afinal, o plano de negócio é a porta de entrada para novos investimentos e para que a sua empresa cresça cada vez mais. Então, investir na elaboração de um documento consistente é a sua e a nossa meta. Boa sorte!

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