Análise SWOT

Atualmente planejamento é palavra de ordem em todos os tipos de negócios. É exatamente disso que a analise SWOT trata. O termo “SWOT” é um acrônimo das palavras strengths, weaknesses, opportunities e threats que significam respectivamente: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, mas é bastante comum aqui no Brasil algumas pessoas usarem a sigla FOFA, ao invés da tradicional.

Conceitualmente falando, a Análise SWOT se trata de uma ferramenta estrutural da administração, que possui como principal finalidade avaliar os ambientes internos e externos, formulando estratégias de negócios para a empresa com a finalidade de otimizar seu desempenho no mercado.

A Análise SWOT também é utilizada para identificar os pontos fortes e fracos de uma organização, assim como as oportunidades e ameaças das quais a mesma está exposta. Essa ferramenta é geralmente aplicada durante o planejamento estratégico, promovendo uma análise do cenário interno e externo, com o objetivo de compilar tudo em uma matriz e assim facilitar a visualização das características que fazem parte da sigla.

Sabe-se que a técnica foi fundamentada por Kenneth Andrews e Roland Christensen, e tinha por objetivo auxiliar e aprimorar o planejamento estratégico empresarial, que já vinha sendo bastante estimulado nas escolas tradicionais americanas ao longo das décadas de 60 e 70.

Características

Em seu desenvolvimento a Análise SWOT divide-se em dois ambientes: o interno e o externo. O primeiro ambiente se refere basicamente a própria organização e conta com as forças e fraquezas que a mesma possui. Já o segundo ambiente refere-se às questões externas, ou seja, questões de força maior, que estão fora do controle da empresa. As forças e fraquezas são avaliadas a partir do momento atual da organização. Elas serão seus pontos fracos, recursos, experiências, conhecimentos e habilidades. As oportunidades e ameaças serão as previsões de futuro que estão ligadas direto ou indiretamente aos fatores externos. Segue abaixo uma análise detalhada de cada uma das características da Análise SWOT.

Forças: Está relacionado as vantagens que sua empresa possui em relação aos concorrentes. Podemos dizer que são as aptidões mais fortes de sua empresa. Para ajudar a defini-las, é possível fazer uso de algumas perguntas:

– Quais as suas melhores atividades?

– Quais seus melhores recursos?

– Qual sua maior vantagem competitiva?

– Qual o nível de engajamento dos clientes?

O principal aspecto é a vantagem competitiva que tais forças podem trazer para o negócio. Quanto mais vantagem em relação à concorrência ela trouxer, mais relevante ela será para a Análise SWOT.

Fraquezas: As fraquezas são as aptidões que interferem ou prejudicam de algum modo o andamento do negócio. É muito importante haver sinceridade nesta etapa da análise. Pode-se encontrar as fraquezas de acordo com as seguintes perguntas:

– A mão-de-obra é capacitada?

– Existem lacunas de treinamento?

– Por quê a concorrência foi escolhida?

– Por quê meu engajamento não funciona?

As fraquezas encontradas precisam ser examinadas e observadas de forma isolada, para que assim, seja possível nulificar os problemas que ocasionam. Se não for possível corrigir as fraquezas a curto prazo, o ideal é que sejam estudados métodos para minimizar seus efeitos ou tentar contorná-los de modo que se tornem forças relevantes para o negócio.

Ameaças: Ao contrário das oportunidades, as ameaças são forças externas que influenciam negativamente a empresa. Devem ser tratadas com muita cautela, pois podem prejudicar não somente o planejamento estratégico da companhia, como também, diretamente em seus resultados.

Oportunidades: São forças externas que influenciam positivamente a empresa. Não existe controle sobre essas forças, pois elas podem ocorrer de diversas formas, como por exemplo – mudanças na política econômica do governo, alterações em algum tributo, investimentos externos, ampliação do crédito ao consumidor, etc. Porém, podem ser feitas pesquisas ou planejamentos que preveem o acontecimento desses fatos.

A Análise SWOT deve ser desenvolvida e interpretada de forma com que consiga unir os principais componentes que atuam como elementos da análise externa e interna. O seu “diagnóstico”, por assim dizer, deve ser confiável na informação que oferece, integrando as necessidades apresentadas no gestão estratégica com o intuito de fundamentar o planejamento de médio e longo prazo da organização. Essa ferramenta da administração, auxilia a empresa em diversos aspectos, principalmente, na tomada de decisão. O SWOTconsegue maximizar as oportunidades do ambiente através dos pontos fortes da empresa e ainda minimizar as ameaças e pontos fracos que a mesma possui.

Análise Competitiva como suporte à Matriz SWOT

Trata-se de uma avaliação da concorrência feita pela empresa. Esta análise fornece dados para uma leitura crítica e minuciosa das tendências e projeções futuras do ramo no qual a companhia está inserida. Existem sete passos na análise competitiva:

1 – Identificação da concorrência (principais e equiparados);

2 – Identificação da estratégia da concorrência;

3 – Determinação dos objetivos e metas dos concorrentes;

4 – Identificação da Matriz SWOT dos concorrentes (suas forças e fraquezas);

5 – Definição de padrões de reação da concorrência em certas situações;

6 – Elaboração da estratégia de ataque e prevenção aos concorrentes diretos;

7 – Criação do mapa de ambiente competitivo.

Qualquer organização pode fazer uso da análise competitiva. Analisando os pontos fortes e fracos da concorrência, assim como suas estratégias e comportamentos. Etapas para realização da Análise SWOT (Matriz)

Ocorre através das seguintes etapas:

> Divisão do cenário em duas partes: Para um melhor entendimento do cenário que a empresa participa, primeiramente, é necessário dividi-lo em dois ambientes: o interno e o externo.

> Definição do ambiente interno: O ambiente interno propõe a identificação dos pontos fortes da companhia (strengths) e também dos pontos fracos (weaknesses) em relação aos concorrentes e ao mercado. Nesta etapa devem ser estudados o contexto da companhia e as ações a serem realizadas. É importante considerar que toda característica como força ou fraqueza é altamente relativa e alterável, podendo ser enquadrada na medida do seu comportamento.

> Definição do ambiente externo:  A análise externa tem como objetivo a identificação das oportunidades e ameaças que num determinado momento se colocam diante da empresa. Por isso, é necessário haver uma prevenção por parte dos gestores em relação aos impactos positivos e negativos que a organização possa a vir receber. Todas as previsões efetuadas possuem reflexo natural sobre o plano estratégico da empresa.

> Diagramação dos dados: Após a identificação dos dados, colocam-se as informações numa tabela (geralmente 2×2), confira a imagem de exemplo acima.

> Análise final do cenário: A Análise SWOT não é considerada uma ferramenta clássica daadministração a toa, através da análise subjetiva das condições atuais da empresa, se faz necessário a organização do plano estratégico ideal para o negócio. Tal plano terá base nas forças, fraquezas e em como essas características podem auxiliar o negócio a alcançar melhores oportunidades e evitar, ou amenizar os efeitos das ameaças que estão por vir.

Conclusão – Matriz de Análise SWOT

Resumindo, nós conseguimos parceber que a Análise SWOT se trata de uma ferramenta para uma ampla análise ambiental corporativa, que atua como um pilar de sustentação da gestão e do planejamento estratégico de uma organização. É válido ressaltarmos que devido a sua simplicidade a Matriz pode ser usada em empresas de qualquer porte ou tamanho, não sendo exclusiva de grandes corporações ou multinacionais. Ela também pode ser usada de uma maneira que ficou conhecida por SWOT cruzada, onde as informações dos quatro quadrantes se cruzam, possibilitando assim delinear inúmeras estratégias para o futuro da empresa.

1 – A análise deve ser feita em áreas específicas. Áreas de atuação da empresa;

2 – Deve sempre ser aplicada levando em conta a concorrência (fazendo comparações);

3 – Deve ser curta e simples, evitando complexidade;

4 – É importante lembrar que se trata de uma análise subjetiva e não objetiva.

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